É isso mesmo, galera. A equipe da Grudaemmim também esteve presente na Campus Party Brasil 2010. O evento que contou com 700 horas de programação, voltados para as áreas de tecnologia e cultura digital, atraiu mais de 100 mil visitantes e 3 mil “campuseiros”, gente que ficou acampada no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, durante os 7 dias do evento.
Era uma legião de geeks, fanáticos por computação e linguagens de programação, e também tribos bastante antenadas com o que acontece de mais atual no mundo e na cultura digital.
Na sexta-feira, dia 29/1, acompanhamos os últimos minutos da palestra de Lawrence Lessig (porque a organização adiantou em uma hora o aguardado evento, sem aviso prévio), “O Futuro das Redes de Compartilhamento”. Lessig, um dos fundadores do Creative Commons, aponta o Brasil como um dos países líderes e em ascensão no processo de mudanças relativas aos direitos autorais de mídias digitais (músicas e vídeos via internet) e softwares, além de defender a democracia dos softwares e da cultura digital livre.
Luiz Algarra comandou a palestra “Redes Sociais Ou Redes Digitais. Afinal, Quem Está Conectado Está em Rede?”, em companhia de convidados como Augusto de Franco (Escola de Redes), Bob Wollheim (Sixpix), Martha Gabriel (professora e consultora de mídias sociais), Walter Lima Jr. (pesquisador e professor da Faculdade Cásper Líbero), Rafael Pallarés (Terra), e discutiu o papel da Geração Y na sociedade atual, além do poder de ferramentas como o Twitter. A polêmica atual em torno do Twitter deve-se a correntes que consideram a ferramenta uma rede de informação, e não uma rede social (e vocês? O que acham disso?).
Pra Gruda, “Redes Sociais Dedicadas à Musica”, com participações de Sonekka (Clube Caiubi de Compositores), Janine Durand (cantora e diretora da Cooperativa de Música de São Paulo), Coletivo Digital e membros da sensacional (e pesada) banda 8 Bit Instrumental, era compromisso obrigatório, já que trataria das redes digitais musicais, não apenas como portfólio para o artista, mas também como um lugar para que ele possa se relacionar diretamente com seu público, disponibilizar e ser dono de sua própria arte. No entanto, a proposta das cooperativas de música, de ferramentas mais acessíveis criadas para qualquer artista divulgar sua obra, e com um baixo custo, não inovou. Pouco se falou das redes sociais em si (como o Ning, por exemplo, pouco conhecido no Brasil e que foi comparado como uma alternativa turbinada ao MySpace) e só deu Lei Rouanet vs. ONGs.
A apresentação da banda 8 Bit Instrumental fechou com chave de ouro o evento. Para 2011, a terceira edição promete ainda mais debates. Hoje o Twitter é a ferramenta hype do momento, mas daqui um ano qual será a grande onda?
Nos vemos na próxima Campus Party.
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Grudaemmim 2009